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Casa cheia em Alcáçovas para assistir “Em Casa d’Amália”

Casa cheia em Alcáçovas para assistir “Em Casa d’Amália”

Foi com casa cheia que terminou mais uma edição da Feira do Chocalho, que decorreu no Largo da Gamita, em Alcáçovas. O espetáculo “Em Casa d’Amália”, reuniu em palco os artistas José Gonçalez, FF (Fernando Fernandes), Lenita Gentil, André Amaro, Jorge Fernando e Ângelo Freire. Já antes, na sexta-feira, Fernando Daniel, um dos mais destacados artistas da pop nacional, levou o público a cantar os seus êxitos e, no sábado, recebeu um espetáculo que reuniu a Carrilhanista Ana Elias, do Carrilhão de Constância, e a Banda Filarmónica da Sociedade União Alcaçovense sob a direção do maestro Hugo Monteiro, no âmbito do Festival Ressoar, seguido do concerto “Dar e Receber” – Tributo a António Variações. Cerca de 50 expositores das mais variadas áreas, com destaque para o artesanato, incluindo o fabrico de chocalhos, marcaram presença no certame que se afirmou como um espaço de promoção da economia local. Entre os principais destaques esteve a 7ª edição da Mostra Agropecuária, que reuniu produtores locais e diversas raças autóctones, designadamente bovinos, caprinos, equinos, ovinos, aves e muares, animais tradicionalmente associados ao uso do chocalho e à “paisagem sonora”. A Zona Agropecuária acolheu ainda o IX Concurso Regional de Alcáçovas do Rafeiro Alentejano, promovido pela Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo. Nesta edição do certame, com mais expositores, artesãos, produtores, animais e espetáculos, destaque também para o remodelado recinto da feira. De salientar ainda, no âmbito do Festival Ressoar, durante a inauguração da feira, a assinatura do “Memorando para a Salvaguarda e Promoção Económica do Fabrico de Chocalhos”, pelos municípios de Viana do Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Estremoz e Cartaxo, e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. Num certame que voltou a afirmar-se como um espaço de encontro para várias famílias e diferentes gerações, o programa da Feira do Chocalho abarcou música, cante alentejano com a participação de 10 grupos corais da EN2, e dança com um espetáculo com o Grupo de Sevilhanas da ACRA, ambos na Praça Rural e Sensorial. Neste mesmo espaço, Jorge Serafim apresentou o espetáculo “Histórias na Paisagem”, e realizaram-se workshops gastronómicos dedicados aos sabores sazonais, promovido pela ASTAVA. Artesanato, exposições, tasquinhas e atividades equestres foram ainda alguns dos atrativos do certame que incluiu ainda a iniciativa “Noite Dentro” dedicada ao público jovem, com as autuações dos Djs Angelita e Boss Dici. Destaque ainda para as atividades equestres dinamizadas pela Associação Tauromáquica Alcaçovense, que incluiu uma corrida de toiros, uma garraiada e o XI Passeio a Cavalo “Miguel Grave” e, também, para a caminhada noturna promovida pelo Alcáçovas Outdoor Trails. Para os mais novos, para além do espaço infantil, houve também passeios de burro e de póneis, numa programação pensada para todas as faixas etárias.
28 de Julho
Festival Ressoar promove debate sobre património sonoro

Festival Ressoar promove debate sobre património sonoro

Até ao próximo dia 25 de julho está a decorrer no concelho de Viana do Alentejo, a primeira edição do Festival Ressoar, uma iniciativa que pretende valorizar e redescobrir o património sonoro e cultural do território. Promovido pelo Município de Viana do Alentejo e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, o evento “pretende contribuir para a salvaguarda e valorização económica do Fabrico de Chocalhos, manifestação inscrita pela UNESCO em 2015” revelou Paulo Lima, antropólogo e coordenador do Festival. Paralelamente, pretende afirmar-se como um “evento de referência em Portugal no campo das paisagens sonoras”. O Festival assume um significado especial ao dar continuidade ao trabalho de valorização do Fabrico de Chocalhos, juntando, igualmente, outro património mundial: o toque dos sinos, inscrito por Espanha na UNESCO, em 2022. Segundo Paulo Lima, ambos têm muito em comum, uma vez que os chocalhos, as campainhas, os guizos e os sinos são considerados “instrumentos musicais de uma só família”, cujos sons se fazem ouvir cada vez menos na paisagem sonora. O objetivo é dar-lhes um novo sentido, “torna-los vivos”, promovendo a celebração da música e da paisagem. Até dia 25 de julho, está agendado um conjunto de conversas dedicadas ao património imaterial, ao fabrico de chocalhos, à valorização dos produtos locais, entre outros temas, que contam com a participação de especialistas de diferentes áreas. O coordenador do festival considera fundamentais estas “conversas e os contributos de diferentes especialistas e decisores ligados a políticas públicas”, sublinhando que é através destes contributos que será possível “construir linhas de ação para uma efetiva, mas complexa, salvaguarda e promoção económica”. Em destaque estará, também, o Plano de Salvaguarda do Fabrico de Chocalhos. Na opinião de Paulo Lima, o festival pretende “criar linhas programáticas e pragmáticas que possam inscrever-se no novo Plano de Salvaguarda para o Fabrico de Chocalhos”, ouvindo contributos e partilhando “preocupações e esperanças”. Em suma, este festival que se quer afirmar como um evento de nível internacional, visa “criar, a partir da música, que ressoa nos rebanhos e nos campanários, transumâncias em torno de políticas públicas e da ética do património” concluiu Paulo Lima. No âmbito do Festival Ressoar, está agendada para dia 24 de julho, a partir das 20h00, no recinto da Feira do Chocalho, no Largo da Gamita, a assinatura “Memorando para a Salvaguarda e Promoção Económica do Fabrico de Chocalhos”. O documento será assinado pelos municípios de Viana do Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Estremoz e Cartaxo, e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. A cerimónia vai contar com a presença da Banda Filarmónica da Sociedade União Alcaçovense. O Festival Ressoar encerra dia 25 de julho, às 22h30, com um espetáculo que reúne a Carrilhanista Ana Elias, do Carrilhão de Constância, acompanhada pela Banda Filarmónica da Sociedade União Alcaçovense sob a direção do maestro Hugo Monteiro. A primeira edição do Festival Ressoar reforça a aposta do Município de Viana do Alentejo na valorização do seu património material e imaterial, contribuindo para preservar e divulgar uma identidade cultural única, ligada à paisagem sonora do território.
23 de Julho
“Fabrico de Chocalhos, território, som e memória” em exposição em Alcáçovas

“Fabrico de Chocalhos, território, som e memória” em exposição em Alcáçovas

No âmbito da Feira do Chocalho, vai estar patente ao público de 24 a 26 de julho, no Largo da Gamita, em Alcáçovas, a exposição “Fabrico de Chocalhos, território, som e memória” que reúne desenhos realizados pelas crianças do Jardim de Infância de Alcáçovas, com objetivo de sensibilizar para a valorização do património. A exposição convida o visitante a descobrir as diferentes interpretações que os mais novos fizeram do património edificado do concelho de Viana do Alentejo, nomeadamente o Jardim das Conchas e o Coreto, em Alcáçovas, e o Castelo de Viana do Alentejo. A exposição inclui ainda um trabalho dedicado ao processo de Fabrico de Chocalhos, um saber-fazer tradicional, inscrito em 2015, na Lista do património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente pela UNESCO, destacando a importância da sua preservação. Ao reunir património material e património imaterial, a exposição evidencia a estreita ligação na construção da memória e da identidade coletiva. Enquanto os monumentos contam a história dos lugares, os ofícios, os saberes e as tradições revelam a história das pessoas que lhes deram vida. É deste diálogo entre espaços, objetos e conhecimentos que nasce a riqueza patrimonial de um território, neste caso do concelho de Viana do Alentejo. A exposição vai estar patente ao público durante o horário de funcionamento do certame: sexta-feira, das 19h30 às 00h00, e no sábado e domingo, entre as 18h30 e as 00h00.
22 de Julho
Municípios assinam memorando para a salvaguarda do fabrico de chocalhos

Municípios assinam memorando para a salvaguarda do fabrico de chocalhos

No próximo dia 24 de julho, a partir das 19h30, no âmbito da Feira do Chocalho, que se realiza no Largo da Gamita, em Alcáçovas, os Municípios de Viana do Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Estremoz, Cartaxo e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo vão proceder à assinatura de um Memorando para a Salvaguarda e Promoção Económica do Fabrico de Chocalhos. Com este memorando, as várias entidades comprometem-se a desenvolver ações conjuntas que contribuam para a salvaguarda, valorização e promoção do fabrico de chocalhos e do seu património associado. O documento prevê, igualmente, a implementação de ações de valorização das raças autóctones, da paisagem pastoril, dos pastores e dos produtos como o queijo e a lã, reconhecendo o seu valor histórico, patrimonial, social e económico. O memorando servirá de base à elaboração de um Plano de Atividades Anual, a apresentar até ao mês de dezembro de cada ano, definindo as ações a desenvolver em parceria. Entre os objetivos destacam-se a promoção de políticas públicas para a valorização patrimonial e económica do fabrico de chocalhos, a dinamização de ações de educação e sensibilização em contextos formais e informais e a promoção de práticas que contribuam para uma maior sustentabilidade. O presente memorando terá a duração de 5 anos, podendo ser renovado por iguais períodos, contribuindo para a preservação, valorização e promoção do fabrico do chocalho, inscrito em 2015, na Lista do Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.
21 de Julho
Fernando Daniel, Carrilhão LVSITANVS e Em Casa D’Amália animam Feira do Chocalho 2026

Fernando Daniel, Carrilhão LVSITANVS e Em Casa D’Amália animam Feira do Chocalho 2026

Fernando Daniel, Carrilhão LVSITANVS e Em Casa D’Amália são os principais nomes do cartaz da Feira do Chocalho 2026 que decorre de 24 a 26 de julho, no Largo da Gamita, em Alcáçovas. O certame reúne cerca de 50 expositores dos vários setores de atividade e apresenta um programa recheado que alia música, tradição, artesanato, gastronomia e atividades equestres. Na sexta-feira, primeiro dia do certame, a atuação de Fernando Daniel está marcada para as 22h30, no palco principal. No sábado sobem ao palco o Carrilhão LVSITANVS e a Banda da Sociedade União Alcaçovense, num concerto agendado para as 22h30, integrado na 1ª edição do Festival Ressoar. A encerrar a Feira do Chocalho, no domingo, a partir das 22h00, vai estar “Em Casa D’Amália”. Ao longo de três dias, o programa da Feira do Chocalho integra ainda o Cante e Cantores da EN2, na Praça Rural e Sensorial, o concerto “Dar e receber” – Tributo a António variações, no Palco Principal, e animação noturna com a Dj Angelita e Dj Boss Dici, na Zona Pop Spot. A dança também vai marcar presença com um espetáculo da Associação Cultural e Recreativa Alcaçovense, também, na Praça Rural e Sensorial. Destaque ainda para a iniciativa “Histórias na Paisagem”, com o humorista Jorge Serafim, no sábado, às 20h30, na Praça Rural e Sensorial. Nos dias 24 e 25 de julho realizam-se os workshops gastronómicos “Sabores Sazonais”. A Zona Agropecuária volta a assumir lugar de destaque com a realização da 7ª edição da Mostra Agropecuária, que contará com a exposição de animais (equinos, ovinos, caprinos, bovinos). No mesmo espaço decorre o IX Concurso Regional de Alcáçovas do Rafeiro Alentejano, organizado pela Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo. O programa inclui ainda a Chocalhada Comunitária, a assinatura de protocolo entre os Municípios Chocalheiros do Alentejo e Ribatejo e a demonstração ao vivo do fabrico de chocalhos, agendadas para dia 24 de julho, na Praça Rural e Sensorial. Entre as atividades previstas ao longo do certame estão o artesanato, as tasquinhas, as atividades equestres (Corrida de Touros, XI Passeio a Cavalo Miguel Grave e Garraiada), bem como uma caminhada noturna e passeios de burro e de póneis para as crianças. A Feira do Chocalho 2026 é organizada pelo Município de Viana do Alentejo e pela Junta de Freguesia de Alcáçovas, em parceria com associações locais e com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
17 de Julho
Festival Ressoar dá a conhecer património sonoro do concelho de Viana

Festival Ressoar dá a conhecer património sonoro do concelho de Viana

O concelho de Viana do Alentejo recebe, entre os dias 19 e 25 de julho, a primeira edição do Festival Ressoar, uma iniciativa que pretende valorizar e redescobrir o património sonoro e cultural do território, nomeadamente o som dos chocalhos, guizos e sinos das torres sineiras que marcaram as comunidades. Promovido pelo Município de Viana do Alentejo e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, com o apoio das Paróquias de Aguiar, de Alcáçovas e de Viana do Alentejo, o festival é coordenado por Paulo Lima e pretende recuperar uma paisagem sonora, praticamente perdida, recuperando memórias ligadas à pastorícia e à religiosidade. A iniciativa assume especial significado por dar continuidade à valorização do fabrico de Chocalhos, classificado pela UNESCO, em dezembro de 2015, como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente. O festival realiza-se, também, no ano em que a FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura destaca como relevante celebrar o movimento e a transumância, as raças autóctones e os produtos associados ao mundo rural. O Festival está associado à Feira do Chocalho que assenta, nesta edição, na exploração de três dimensões fundamentais relacionadas com o fabrico de chocalhos: o chocalho como património genético ligado à pastorícia extensiva; o pastoreio e o animal enquanto elementos estruturantes nas relações comunitárias; e a identidade rural do interior alentejano, bem como o cante enquanto elemento da paisagem sonora. Ao longo da semana, os sinos das Igrejas de Aguiar, Alcáçovas e Viana do Alentejo vão ecoar diariamente ao final da tarde, com o objetivo de recriar uma paisagem sonora que marcou o quotidiano das populações. Num festival onde o diálogo sobre o tempo e a economia vão estar presentes, no dia 21 de julho, a Igreja de N.ª Senhora da Assunção/Igreja Matriz, em Aguiar, recebe a conversa “A revolução dos produtos secundários e a inovação”, com destaque para a defesa e valorização do queijo, da lã e das raças autóctones portuguesas, com a participação de Miguel Serra, arqueólogo do Município de Serpa, João Mestre Dias, docente do Instituto Politécnico de Beja, e Paulo Lima, coordenador do Festival e responsável pela candidatura do fabrico do queijo Serra da Estrela a Património Cultural Imaterial. Para dia 22 de julho, as conversas debruçam-se sobre a “Cultura, património, oportunidade e economia”, a partir das 18h30, no auditório do Santuário de N.ª Sr.ª D’Aires, em Viana do Alentejo, com as intervenções de Luís Metrogos, presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Henrique Sim Sim, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e António Costa da Silva, membro da direção da Associação Évora_27. Já no dia 23 de julho, às 18h30, o auditório do Paço dos Henriques, em Alcáçovas, recebe a conversa “O fabrico de chocalhos e museografia”, com a presença de Fernando Casqueira, investigador e docente universitário, e Fátima Farrica, historiadora do CIDEHUS da Universidade de Évora. Já no dia 24, sexta-feira, coincidindo com o início da Feira do Chocalho, vai estar em destaque a partir das 10h00, no auditório do Paço dos Henriques, a conferência “O Património Cultural Imaterial”, dedicada à importância da preservação deste património e à valorização do fabrico de chocalhos. Participam nesta conferência Francisco Cardoso, mestre chocalheiro da Fábrica Chocalhos Pardalinho, Hugo Guerreiro, do Município de Estremoz, Jorge Freitas Branco, antropólogo do ISCTE-IUL, Pedro Félix, do Arquivo Nacional do Som, e Luís Filipe Themudo Barata, historiador e professor catedrático da Universidade de Évora. Ainda nesse dia, às 20h00, no recinto da Feira do Chocalho, no Largo da Gamita, vai ser assinado o “Memorando para a Salvaguarda e Promoção Económica do Fabrico de Chocalhos” entre os municípios de Viana do Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Estremoz e Cartaxo, e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. A cerimónia vai contar com a presença da Banda Filarmónica da Sociedade União Alcaçovense. O Festival Ressoar encerra dia 25 de julho, às 22h30, com um espetáculo que reúne a Carrilhanista Ana Elias, do Carrilhão de Constância, acompanhada pela Banda Filarmónica da Sociedade União Alcaçovense sob a direção do maestro Hugo Monteiro. A primeira edição do Festival Ressoar reforça a aposta do Município de Viana do Alentejo na valorização do seu património material e imaterial, contribuindo para preservar e divulgar uma identidade cultural única.
13 de Julho
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